Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram



Ética da Finitude

 
Novo tópico   Responder tópico    Paraíso Niilista - Índice -> Fórum Moralidade e Mendacidade
Exibir tópico anterior :: Exibir próximo tópico  
Autor Mensagem
Jefferson dos Santos




Idade: 35
Registrado: 26/10/05
Mensagens: 22
Localização: Campos do Jordão

MensagemEnviada: 13/11/2006 - 14:33:18    Assunto: Ética da Finitude Responder com citação

Ética da Finitude

Heidegger é criticado por não pensar um modelo ético, ou não ter pensado uma ética para as relações humanas. Na ética, buscam-se máximas e regras, que sejam infinitas, sendo feitas para que o homem use-as para sempre.
Os conceitos de ética entraram em crise: o dever e o do agir. O dever não passa da obediência à realidade dos fatos, perdendo sua condição de um fazer “nobre” de moralidade incondicional ou de compromisso histórico e o agir passou a ser apenas um agir planejadamente e não mais um fazer o bem, ou fazer historia. “Dos fragmentos da ética da perfectibilidade surge a engenharia social (Loparic, 2004, pág.10)”.
Este agir racional não consegue alcançar seu objetivo por que esteve apontado para o lugar errado. Ele esteve apontado o tempo todo para o infinitismo, para a salvação a todo custo segundo seus conceitos.
A infinitude é baseada como esperança de se acentuar em um solo seguro a vida humana. Em outras palavras: “visa-se achar um antídoto universal para a falta, a transitoriedade e a particularidade, os três elementos constituintes da finitude humana, todos assinalados pela dor” (Loparic, 2004, pág. 9).
O homem ocidental buscou sua plenitude no lugar errado, no próprio ser. Posto como infinito, e também usaram de meios errados, ações visando ao aperfeiçoamento infinito, dirigido por deveres éticos e pragmáticos, todos racionalizáveis, plenamente justificáveis.
O que caracteriza o homem como ser humano é deixado de lado, em nome da busca por segurança. O homem tem que ter em mente que a possibilidade dele poder vir a não ser o que se é é possível, que uma proposta ética deveria entender sua finitude, compreende-la em sua extensão no mundo da vida, em sua temporalidade, e não propor um modelo que deforme seu ser.
Este tipo de ética que existe há muito tempo esta vinculada a uma metafísica, têm o seu fundamento num modelo metafísico. Do que precisamos para que possa ser possível uma analise do homem em primeiro momento? Descobrir quem ele é em sua finitude, descobrir o que este ai, não criar um mundo imaginário, onde cada vez mais o homem se distancia do seu ser.
A saída para outro modelo, que não seja infinito só acontecerá quando a ética e a ontologia voltarem ao caminho de retorno à finitude do ser. A metafísica deve ser esquecida, da forma como a conhecemos e deveríamos repensar o conceito de dever e de agir. Só assim teríamos a chance de encontrar novas maneiras de tomar pé.
Então, em Ser e tempo o autor acredita que a metafísica seja deve ser desconstruida para que posssamos descobrir a existência do ente voltando à origem do pensamento ocidental, aos gregos, as suas certidões de nascimento.
Antes de buscarmos o sentido do conceito de desconstrução, é pertinente expor seu fundamento ulterior, “o seu pensamento percorreu um caminho de afastamento de tudo o que a nos dias de hoje e de retorno à origem do pensamento ocidental, na espera de outro inicio a partir dessa mesma origem (LOPARIC,2004, pág. 61(Heidegger))”.
A palavra desconstrução não se encontra em Ser e Tempo, mas ela é usada por Loparic para dizer o mesmo que Heidegger usa em ser e tempo como destruição, pois o mesmo termo posto por Heidegger pode sugerir uma interpretação pejorativa, deturpando assim seu método, o método da desconstrução. Este método tem a pretensão de retornar o elemento analisado a sua origem, trazendo ele a ser o que ele é.
Como todas estas descobertas feitas em Ser e Tempo por Heidegger, o autor propõe a redescoberta do ser, propondo este, agora como finito. Então, precisamente neste ponto a necessidade da desconstrução metafísica com o propósito do desvelamento do ser.
A metafísica clássica exata construída toda sob conceitos infinitos, assim como “na ética buscam-se máximas e regras que sejam, ao mesmo tempo, primeiras e vigoram incondicionalmente, que sejam infinitas (LOPARIC, 2004,9)”.
Este é o motivo pelo qual iniciamos nossa busca da possibilidade de um agir ético no projeto heideggeriano, pois a partir da desconstrução metafísica o ser se mostra finito, e busca a criação de uma ética que parte da finitude humana, não de conceitos puramente abstratos vindos da vontade de saber. A busca pelo infinitismo se da como esperança de conseguir colocar num solo seguro a vida humana, transpassando a transitoriedade, o relativismo, a particularidade, se busca acabar com a “falta”, enquanto que estas são partes que comportam o existir do ser, pois ele esta jogado no eterno devir humano. Mas o que é este método utilizado por Heidegger, o método da desconstrução para trazer as claras o que as coisas são?
“Desconstruir um problema ou um fenômeno não é o mesmo que anulá-lo. Consiste antes em remetê-lo, como se fosse um sintoma, a seu lugar de origem. Todos os problemas e todos os fenômenos que caracterizam o ser humano têm a sua origem na relação ao ser (LOPARIC, 2003, pág. 33)”.
Desconstruir um conceito é trazê-lo a sua origem, é a tentativa de cura do seu sintoma. O clarear que se da após a desconstrução, é o acesso ao ser.
O método de Heidegger pretende que tudo retorne ao seu ser, para que possa ser explicado com mais clareza com que foi explicado. Todas as nossas relações se dão na relação do ser com o ente. Neste sentido, “ele se auto-define como pensador do sentido do ser (LOPARIC, 2003, pág. 33)”. Pensar o ser significa pensar as relações do homem, pensar o ser significa buscar sentido ao ser que a metafísica diz ser indeterminado, diz não ter solução. Se pensar o ser confere ao ente pensar suas relações, então o autor pensou indiretamente sobre a ética, além de dizer que é impossível a construção de um modelo ético determinante em sua origem.
O projeto do desconstruir cabe a máxima do próprio Heidegger, “ele usará a estratégia de dar um passo para trás a fim de poder dar um salto para frente (LOPARIC, 2004, pág. 56(Heidegger))”. Eis a importância de se voltar ao ser, ao inicio. Heidegger almeja ir alem desta condição que ele vê em sua época, da tecnicista, do ocultamento do ser.
Em resumo, o papel da destruição no pensamento de Heidegger “percorre uma trajetória circular muito especial: ela sai do presente tecnizado, volta a origem grega do primeiro começo do pensamento do ser e vai poeticamente para o outro começo deste mesmo pensamento(LOPARIC, Heidegger, 30)”. Este retorno poético se da em seu pensamento após os anos 30, quando Heidegger percebe que o infinitismo não é uma mera criação humana, mas faz parte de um destinamento humano. Mas nos deteremos a principio na critica a metafísica, sua desconstrução e depois o apontamento para adiante dela.
A critica heideggeriana ao “projeto” metafísico que pretendia dar o sentido a vida humana começa logo em seu conceito mais importante e mais problemático, o conceito de ser, que Heidegger denomina de Dasein, que significa o ser-o-ai. Para ele, este ser é: “ser esta naquilo que é e como é, na realidade, no ser simplesmente dado, no teor e recurso, no valor e validade, na pre-sença, no ‘ha’(Ser e Tempo, 2005,32)”.
Mas a metafísica determinou este ser com o conceito mais universal e mais vazio. Por isto não se tem a possibilidade de definição, esta fora do alcance humano. Ao chegar a esta afirmação, as criticas feitas entorno do conceito de ser é deixado de lado e tido como uma verdade evidente, algo que é dado sem qualquer dificuldade de compreensão, como andar e respirar.
É verdade que o conceito de ser tem a pretensão de ser o mais universal, mas isso não quer dizer que ele seja o mais claro. Uma das dificuldades em desvendá-lo é que o ser não pode ser captado como ente. O finito não pode alcançar o infinito.
A impossibilidade de se alcançar uma definição racional para o ser não exclui sua importância, pois sabemos que ele é o mais universal, portanto, não pode ser definido, não quer dizer que estamos condenados a não descobrir o que é o ser, mas significa que devemos buscá-lo, pois “a impossibilidade de se definir o ser não dispensa a questão de seu sentido, ao contrario, justamente por isso a exige (HEIDEGGER, 2005, pág. 29(ser e tempo))”. Aqui é posta as claras um dos motivos fazem com que a busca pelo ser seja realizada com o intuito de mostrar e validar o sentido do ser, ou seja, o sentido do ser humano.
Se o ser não pode ser alcançado, nem por conceitos superiores, nem por conceitos inferiores (por isso a lógica antiga do ente não se aplica ao ser), então, com que razão usamos este conceito para determinar os objetos no cotidiano. O conceito de ser se mostra indefinível ao mesmo tempo necessário ao ser humano.
Para encontrarmos a ética finita que é criada aos moldes do ser-o-ai, encontramos junto a este o processo do fim da metafísica. Ela se opõe ao pensamento imanente, se baseia em conceitos acima do homem. A metafísica, ao contrario da finitude que aqui é proposta, não trabalha com dados que não sejam infinitos, que seja universal. Ela não trabalha com seres humanos, mas procura estabelecer conceitos para a morada do ser.
Para Heidegger, metafísica é a ciência dos entes. “Mas ela não vai tão longe a ponto de perguntar acerca do ser (INWOOD, 1999, 112)”. A metafísica não consegue alcançar o mais profundo do sentido do homem. Mesmo ele pretendendo ir alem da física, a pergunta que ela vez por todo seu caminhar foi sobre a verdade do ente, quanto que para Heidegger a verdade do ente é importante na medida em que ela é a manifestação do Dasein, mas fica apenas no seu aparecer. O acesso à verdade do ser, ou então ao reinicio de um agir legitimo deveria começar com a pergunta sobre a verdade do ser, e não sobre a verdade do ente.
Cabe uma pergunta agora, saber se o que tomamos por metafísica é cabível para os defensores da metafísica. Segundo eles, ela se articula, inicialmente de três formas: “A metafísica é ciência do ente enquanto ente ou, por outras palavras, é a ciência do ente enquanto ser... (MOLINARO, 2002, pág. 7)”. Neste ponto, constatamos que a metafísica é a ciência dos entes, que busca neles todos os seus pontos que não são mutáveis, Ela estuda o ser do ente, embora esta definição de ser seja obscura, segundo Heidegger. “A metafísica é a ciência do fundamento do ente. Dizer que o ser é aquilo pelo qual o ente é ente é dizer que o ser é o fundamento do ente (MOLINARO, 2002, pág. 7)”. Vemos aqui que o autor confere à metafísica buscar o sentido do ente, seu fundamento para que possa ser construída uma base para o homem. Mas uma vez o ser é a razão pela qual a metafísica estuda o ente. Mas, Heidegger afirma no primeiro capitulo de ser e tempo, na primeira pagina de seu desvelar para o finito, o ser é o conceito mais universal e o mais vazio. Como diremos ao homem quem ele é se a premissa base de todo seu desenrolar é vazio? Nem ao menos Freud explicaria tal façanha da consciência. “A metafísica é ciência da totalidade do ente visto a partir do ser (MOLINARO, 2002, pág. 7)”. Mas se o ser é imposto por nós, se o conceito de ser, o mais universal de todos é criado pelo ser finito, como podemos defender a liberdade, pois como seremos livres se nosso ser, nossa base é definida por um corpo estranho a nós? “A relação do homem com o ser é de obediência, não uma reciprocidade” (LOPARIC, 2004, nota 12, pág. 15). Como podemos situar sobre este conceito, que os metafísicos nem ao menos conseguem definir com clareza, o todo do ente? Enfim, isto é o que os metafísicos afirmam como sendo a metafísica.
Conceituado a metafísica, feitos alguns comentários, cabe esclarecer o que achamos do ente, qual a sua definição corrente encontradas nos diversos manuais de filosofia, sendo o ente o ponto chave para um estudo metafísico.
ENTE = “O que é, em qualquer dos significados existenciais de ser... Habitualmente esta palavra é usada em sentido mais geral. Diz Heidegger: Chamamos de Ente muitas coisas, em sentidos diferentes. Ente é tudo aquilo de que falamos, aquilo a que, de um modo ou de outro, no referimos; Ente é também o que e como nós mesmos somos. (NICOLA,2000, PAG. 334)”.
Dada a seguinte definição acima, como é possível falarmos numa ciência do ente, se a única definição que parece demonstrar a sua realidade só é possível para uma compreensão universal, total dos fatos. Precisamos de algo, assim como um Deus, para nos dizer o que somos, enquanto buscarmos no lugar errado!
Heidegger é um pensador pós-metafisico, ele não esta neste processo de objetificação das coisas, sua interpretação das coisas busca outra forma de ser, buscando outras formas de ser, entendendo que o verdadeiro sentido do ser se da dentro de um espaço de tempo, dentro de um conjunto de sentidos. Só entendemos o ser sendo, na sua presença temporal.
Alem de não alcançar o sentido do ser ultimo, o pensamento ocidental esqueceu de um conceito que sem ele não é possível entender o ser, o nada. Nada não é algo vazio, mas a possibilidade de ser, a abertura para um ser mais original. A possibilidade das disposições do ser ocorrer. Como podemos ditar algo sobre o agir se não temos uma resposta concreta de quem somos. Passemos a ética.
Para que possamos desvendar o que é a ética da finitude, cabe descobrir qual o uso da palavra ética nos nossos dias. Ética costuma ser designada como a ciência da conduta. O conceito de ética é dividido em dois momentos:
“1ª a que a considera como a ciência do fim para o qual a conduta dos homens deve ser orientada e dos meios para atingir tal fim, deduzindo tanto o fim quanto os meios da natureza do homem; 2ª a que a considera como a ciência do móvel da conduta humana e procura determinar tal móvel com vistas a dirigir ou disciplinar essa conduta (NICOLA, 2000, pág. 380)”.
Vemos que estes são os conceitos de ética expostos hoje, uma leitura contemporânea do fato. Estão expressos ai conceitos como natureza humana, proposta de um fim que pode chegar a algum lugar, o controle de nossos impulsos para não permitir que nossas vontades venham a atrapalhar o desenvolvimento do nosso caminhar.
A primeira fala sobre ideais que o homem busca como sua natureza, sua substância e a segunda fala sobre os motivos ou causas da conduta humana, querendo alcançar apenas a ordem dos fatos. Uma pergunta brota com a intensidade de um trovão para com os “espectadores da vida real”, esta não seriam duas dimensões inerentes ao ser humano, não estando nenhuma delas fechadas no seu mundo com verdades prontas? Não precisaríamos das duas, ou quem sabe de nenhuma para buscar e agir de forma adequada a nós mesmo e ao mundo? Elas não seriam complementares a “pessoa humana”?
O objetivo aqui não é discutir qual dos modelos esta certo ou errado, (porque o que aqui parece estar de fundo é uma disputa metafísica contra uma mentalidade imanentista e este trabalho não quer dizer nada sobre nenhum dos lados), discutir se é possível o conhecimento da natureza humana ou não, o objetivo é demonstrar a insuficiência de ambos para responder as perguntas pelo agir humano, as perguntas de quem é o ser humano e o que ele deve ser, se é que ele tem que ser algo. A pretensão do trabalho é mostrar que o agir condicionado pode corromper o homem, portanto corromper seu ser tornando para si mesmo estranho o Dasein.
Como poderia ser então esta ética da finitude que aqui propomos? Será ela a resposta para todos os nossos problemas. Não sendo ela uma resposta para todos os nossos problemas, seria ela o que então?
Para sabermos como devemos proceder com uma ética, o que parece ser preciso é dizer de que ser estamos falando, de que homem estamos falando. Esta me parece deixar bem claro quem é o homem e porque um principio infinito não pode perpassar em primeiro lugar a vida humana:
“O homem é um ente finito porque o seu ser é cindido em possibilidades mundanas, as que constituem o seu estar-ai-no-mundo, e numa possibilidade extramundana, a de poder não-mais-estar-ai. O homem não tem nenhum recurso para superar esta cisão originaria da sua existência, entre a positividade e a negatividade,... (LOPARIC, 1990, 184(Heidegger réu))”.
Esta passagem parece ser a base de toda a construção de uma analise do Dasein, para que se possa assim dizer o que seria possível, seu agir mais autentico. A proposta esta baseada no próprio ser humano. Ela não é trazida de nenhum ideal, seja ele qual for para ávida humana. Para que possamos usar o chamamento do dever-ser, precisamos saber quem é este ser.
Somos obrigados a viver entre a positividade e a negatividade. Entre a nossa vida cotidiana e a consciência que podemos não-mais-estar aqui. Para Heidegger, o ser humano vive como uma fissura, “como uma bifurcação ontológica, esse é o destino que o homem tem que carregar. (LOPARIC, 1990, 184)”. Esta parece uma visão acertada do homem no seu tempo de existência no mundo. O tempo em que estamos existindo só consegue comportar esta bifurcação ontológica.
O que sobra para o homem, se não quiser viver escondido atrás da cotidianidade, ele passara a vida com consciência do não-mais-estar-ai, com a vista no momento da morte.
“Heidegger interpretará essa compreensão da morte em termos do conceito de cuidado, a saber, como sendo a mais originaria concretude do adiante-de-si constitutivo do cuidado, como um ser-para-a-morte (Loparic, 1990, 184(réu))”.
O conceito de cura aparece como o momento mais original de enfrentar a finitude humana, pois ela abre ao homem a sabedoria do fim sem data, que o homem esta marcado desde seu nascimento para chegar ao seu fim. Ele compreende seu fim, e desta forma ele pode ir alem de si mesmo, para o alem de si.
“Heidegger mostrou que todas as éticas de negação acional da finitude usam o logos enunciativo como fonte do dever, considerando o logos como externo ao ser e não como uma força, uma estampa (PRÄGUNG) do ser, ele mesmo, e pressupõem a presentidade como sentido do ser (LOPARIC, 2004,53)”.
Este ponto, a presentidade como o sentido do ser é o que torna valida a aplicação desconstrução tanto na metafísica quanto na ética. A urgência do projeto do desconstruir se encontra expressa em Ser e Tempo, pois o autor entende a urgência de voltar a viver como deve ser, não sobre descontentamentos fantasiosos, sobre o que não é próprio do ser-o-ai, deve-se buscar o mais original dos conceitos do ser-o-ai, não perdendo de vista este principio, pois a metafísica tradicional, colocou o viver humano nos moldes que suas vontades desejaram, esquecendo de si - mesmas.

O primeiro passo é dar sentido a questão do destinamento, o ter-que mais originário que qualquer dever moral. Então se deve buscar o ter-que-ser, o chamado da responsabilidade a ter que responder sobre os nossos atos. Heidegger não nega que existem ações entre nós, mais é precipitado instalar um conjunto de regras que determine e julgue toda ação humana. É preciso saber muito bem, ter um bom referencial para esse ter-que, é o que buscamos no pensamento de Heidegger. Gerado neste motivo que a ética da finitude pretende ser a estampa do ser-o-ai.
A dobra entre o Ser, pensado como presença doada, não projetada e o ente que se apresenta com essa conotação de dádiva. Pensado como presença doado, abre a possibilidade para que o ser seja desvinculado de seu encobrimento, possibilitando um novo inicio e um novo ser fora desta forma de pensar de tradição platônica aristotélica.

Pesquisa feita sobre o pensamento ético de Martin Heidegger. Referencia Sobre a responsabilidade e ética da finitude de Zeljko Loparic e obras do próprio Heidegger.
_________________
O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio.
Voltar ao topo
Exibir o perfil do usuário Enviar mensagem privada Enviar e-mail MSN Messenger
Mostrar os tópicos anteriores:   
Novo tópico   Responder tópico    Paraíso Niilista - Índice -> Fórum Moralidade e Mendacidade Todos os horários são GMT - 3 Horas
Página 1 de 1

 
Ir para:  
Você não pode enviar mensagens novas neste fórum
Você não pode responder mensagens neste fórum
Você não pode editar suas mensagens neste fórum
Você não pode excluir suas mensagens neste fórum
Você não pode votar em enquetes neste fórum





    RSS Paraíso Niilista
  Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram
Copyright © Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram
:: Caso encontre erros, aprenda com eles ::
[On-line há ]
[última atualização: 12/04/2021]
  [Powered by]
intelligence...