A UM MASCARADO
Rasga esta m谩scara 贸tima de seda
E atira-a 脿 arca ancestral dos palimpsestos...
脡 noite, e, 脿 noite, a esc芒ndalos e incestos
脡 natural que o instinto humano aceda!
Sem que te arranquem da garganta queda
A interjei莽茫o danada dos protestos,
H谩s de engolir, igual a um porco, os restos
Duma comiga horrivelmente azeda!
A sucess茫o de hebd么madas medonhas
Reduzir谩 os mundos que tu sonhas
Ao microcosmos do ovo primitivo...
E tu mesmo, ap贸s a 谩rdua e atra refrega,
Ter谩s somente uma vontade cega
E uma tend锚ncia obscura de ser vivo!
Augusto do Anjos ( 1884-1914)
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"In a time of universal deceit, telling the truth is a revolutionary act." George Orwell
Eust谩quio Maia