N茫o,
HOMO INFIMUS
Homem, carne sem luz, criatura cega,
Realidade geogr谩fica infeliz,
O Universo calado te renega
E a tua pr贸pria boca te maldiz!
O n么umeno e o fen么meno, o alfa e o omega
Amarguram-te. Hebd么madas hostis
Passam... Teu cora莽茫o se desagrega,
Sangram-te os olhos, e, entretanto, ris!
Fruto injustific谩vel dentre os frutos,
Mont茫o de estercor谩ria argila preta,
Excresc锚ncia de terra singular.
Deixa a tua alegria aos seres brutos,
Porque, na superf铆cie do planeta,
Tu s贸 tens um direito: 鈥 o de chorar!
Augusto dos Anjos(1884-1914)
Coment谩rio: O terceiro verso "O Universo calado de renega" faz lembrar a Gnose: "Deus nos abandonou e nossa exist锚ncia 茅 um erro ."
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"In a time of universal deceit, telling the truth is a revolutionary act." George Orwell
Eust谩quio Maia