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Para um amigo cujo trabalho deu em nada

 
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t. h. abrahao

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MensagemEnviada: 18/05/2006 - 01:49:23    Assunto: Para um amigo cujo trabalho deu em nada Responder com citação

Para um amigo cujo trabalho deu em nada
por William Butler Yeats


Agora sabe-se toda a verdade,
Sê reservado e aceita a derrota
De qualquer garganta sem vergonha,
Pois como podes tu competir,
Sendo educado na honra, com alguém
Que, se se provasse que mente,
Não se sentiria envergonhado nem aos seus
Olhos nem aos dos vizinhos?
Educado para uma tarefa mais dura
Do que o Triunfo, afasta-te
E como uma corda sorridente
Tocada por dedos loucos
No meio de um lugar de pedra,
Sê misterioso e exulta
Porque acima de tudo
Isso é o mais difícil.
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Eustaquio Maia




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MensagemEnviada: 19/05/2006 - 10:18:33    Assunto: O lamento das coisas Responder com citação


Ao ver este poema de alguém que fala de um amigo cujo trabalho deu em nada, veio-me à lembrança o soneto O Lamento das Coisas, de Augusto dos Anjos. Ele nos fala da frustração de uma transcendência que não se realiza, e de forças desperdiçadas. Não resisti à tentação de expô-lo aqui.



Triste, a escutar, pancada por pancada,
A sucessividade dos segundos,
Ouço, em sons subterrâneos, do Orbe oriundos,
O choro da Energia abandonada!


É a dor da Força desaproveitada
— O cantochão dos dínamos profundos,
Que, podendo mover milhões de mundos,
jazem ainda na estática do Nada!


É o soluço da forma ainda imprecisa...
Da transcendência que se não realiza...
Da luz que não chegou a ser lampejo...


E é em suma, o subconsciente ai formidando
Da Natureza que parou, chorando,
No rudimentarismo do Desejo!

_________________
"In a time of universal deceit, telling the truth is a revolutionary act." George Orwell

Eustáquio Maia
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