Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram



Mais tempo!

 
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Jefferson dos Santos




Idade: 39
Registrado: 26/10/05
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Localiza莽茫o: Campos do Jord茫o

MensagemEnviada: 18/01/2007 - 01:45:42    Assunto: Mais tempo! Responder com cita莽茫o

Mais tempo!
O que nos falta hoje 茅 um pouco mais de tempo para pensar. A amargura do dia a dia 茅 insuport谩vel. O que nos falta 茅 um pouco mais de tempo para pensar. Os dias s茫o 鈥渁tropelados鈥. Eu preciso de um po莽o de solid茫o, de um pouco de refugio dentro de mim. Do morro onde eu parti para caminhar, parece que estou sempre no inicio. Sempre que olho para o alto e vejo o seu fim, parece que n茫o me movo. Preciso caminhar e ouvir apenas os meus passos, o som dos meus p茅s no asfalto acompanhado de areia e p贸. Preciso ouvir minha autenticidade.
Do largo sentimento que est谩 aqui, s贸 amargura, meu refugio est谩 comprometido. Num to tendo paz. Num consigo buscar mais silencio. Quando num tinha que 鈥渞ega莽ar鈥 minhas mangas, o silencio era sempre presente. Do que preciso 茅 de um pouco de solid茫o e nada mais.
Ao longe um sinal de esperan莽a. Mas este n茫o seria um sentimento inoportuno. Olho para ele com desconfian莽a e vejo se esta a minha altura. Pois n茫o 茅 justo enfrentar algo que n茫o seja eu mesmo. Mas era apenas a bita do cigarro que caiu no meu tapete. A sensa莽茫o de vazio est谩 voltando, o sopro de liberdade. O segredo est谩 em ouvir o som do...........
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O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que n茫o se pode falar tem de ficar no sil锚ncio.
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t. h. abrahao

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MensagemEnviada: 18/01/2007 - 17:11:06    Assunto: Responder com cita莽茫o

o segredo est谩 em ouvir o som do...

instante?, do press谩gio advindo dos temores que ansiamos?, da natureza indiferente, descal莽a e nua perante um povo faminto e sem entusiasmo? o que nos falta n茫o seria o pensamento, em lugar do tempo de pensar? o que nos cala n茫o seria a fraqueza dos pulm玫es, frente o rochedo ensimesmado em suas id茅ias que pulsam sobre nossos ombros?

a amargura do dia a dia? sim, insuport谩vel. feito o momento de inef谩vel perda de nossos receios, de nossas certezas, de nossas personas perdidas em p茅rfidas e perenes partidas de trens rumo a destinos (i)manifestos. o atropelo dos dias 茅 um apelo aos frios ideais que carregamos, sem um gosto doce a inundar o paladar de nossas idiossincrasias. aos po莽os de solid茫o e suas 谩guas turvas, deixemo-los repousar sob o sol das mentiras imprecisas, cavando nossos pr贸prios po莽os em solos mais sinceros com o ardor de nossas conquistas desejadas.

em n贸s, ref煤gios apenas servem-nos para que nos escondamos de n贸s mesmos, pois dos outros n茫o podemos dar-nos a certeza do estar-se oculto, sendo um mundo pr贸prio entre muros que facilmente se demolem com o sopro da agonia. no in铆cio, a partida nos parece sonho; ao final, torna-se passado t茫o febril e descontente que nos faz perguntar 脿s nossas mentes o porqu锚 de termos dado o primeiro passo, o primeiro 铆mpeto para a frente.

as alturas t锚m ar puro, mas uma atmosfera rarefeita, destarte sua condi莽茫o de seletividade: quem possui pulm玫es nobres, que se estabele莽a! ou莽amos nossos passos, sem d煤vida. todavia prestemos aten莽茫o ao eco que deles adv锚m: s茫o a tradu莽茫o do que pisamos, de onde vamos, do que seremos. e a poeira, levantada pela sola de nossos p茅s descal莽os ser谩, t茫o-somente a intriga que a exist锚ncia, esta matilha de furiosas bestas absurdas em nosso encal莽o, mostra-se a n贸s: um gesto de ironia, feito tantas que existem pelos cantos dos passados, presentes e futuros. ah, esta multiplicidade do real! esta autenticidade magistral que nos orienta e nos transforma em andarilhos entre mundos quixotescos!

busquemos o sil锚ncio? talvez. mas apenas para ouvirmos nossas pr贸prias orienta莽玫es sobre o que dizer quando o vento sussurrar sentidos mentirosos em nossos ouvidos vagos. o sinal de esperan莽a, ao longe, chega assim como um trem desgovernado. este esvaziar-se-谩. de seus vag玫es pessoas perdidas com passos pesados seguir茫o os silvos e os assomos que porventura chegar-lhes-茫o. sensa莽茫o de vazio?

sim, eis uma grande possibilidade. o sopro de liberdade voltar谩 assim que o segredo for descoberto. o segredo de ouvir o som do contexto de nossos pr贸prios erros ecoando pelos erros alheios deste vasto, t茫o vasto planeta pobre e impertinente.



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Eustaquio Maia




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MensagemEnviada: 19/01/2007 - 10:05:41    Assunto: Gritos do Sil锚ncio Responder com cita莽茫o

O segredo est谩 em ouvir o som do... sil锚ncio?! Ent茫o, prestem bastante aten莽茫o 脿s palavras que n茫o s茫o ditas e aos sons que n茫o s茫o ouvidos; pois, quando falamos somos muitos; quando em sil锚ncio, somos UM. Muitos se calaram porque j谩 n茫o t锚m mais o que dizer. Todo o sentido parece estar no mais profundo sil锚ncio; a resposta aos nossos anseios pode estar, n茫o no que existe, mas, em Uma Aus锚ncia, no vazio. E este vazio 茅 como um rio seco; todavia, mesmo seco, suas margens sem 谩gua ainda d茫o not铆cia de seu curso. 脡 como um caminho que outrora foi percorrido por algu茅m que, no entanto, deixou suas pegadas. Devemos seguir essas pegadas? Bem, a decis茫o 茅 de cada um. Contudo, fa莽amo-lo enquanto ainda 茅 tempo pois essas pegadas se perder茫o na poeira dos s茅culos. N茫o deixemos que essa oportunidade passe por nossas vidas como barcos numa noite escura, sem deixar rastros. N茫o conseguem perceber os gritos do sil锚ncio?! Pois eu lhes digo que o sil锚ncio de algumas consci锚ncias quando passa a ser ouvido, n茫o 茅 sil锚ncio, 茅 estampido! Um dia, ao acordar, voc锚s perceber茫o, estupefactos, que apenas o sil锚ncio sobreviveu.


The Sounds of Silence
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"In a time of universal deceit, telling the truth is a revolutionary act." George Orwell

Eust谩quio Maia


Editado pela 煤ltima vez por Eustaquio Maia em 19/01/2007 - 10:20:09; num total de 1 vez
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