Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram



Mais tempo!

 
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Autor Mensagem
Jefferson dos Santos




Idade: 35
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Mensagens: 22
Localização: Campos do Jordão

MensagemEnviada: 18/01/2007 - 01:45:42    Assunto: Mais tempo! Responder com citação

Mais tempo!
O que nos falta hoje é um pouco mais de tempo para pensar. A amargura do dia a dia é insuportável. O que nos falta é um pouco mais de tempo para pensar. Os dias são “atropelados”. Eu preciso de um poço de solidão, de um pouco de refugio dentro de mim. Do morro onde eu parti para caminhar, parece que estou sempre no inicio. Sempre que olho para o alto e vejo o seu fim, parece que não me movo. Preciso caminhar e ouvir apenas os meus passos, o som dos meus pés no asfalto acompanhado de areia e pó. Preciso ouvir minha autenticidade.
Do largo sentimento que está aqui, só amargura, meu refugio está comprometido. Num to tendo paz. Num consigo buscar mais silencio. Quando num tinha que “regaçar” minhas mangas, o silencio era sempre presente. Do que preciso é de um pouco de solidão e nada mais.
Ao longe um sinal de esperança. Mas este não seria um sentimento inoportuno. Olho para ele com desconfiança e vejo se esta a minha altura. Pois não é justo enfrentar algo que não seja eu mesmo. Mas era apenas a bita do cigarro que caiu no meu tapete. A sensação de vazio está voltando, o sopro de liberdade. O segredo está em ouvir o som do...........
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O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio.
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t. h. abrahao

Fundador PN


Idade: 37
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MensagemEnviada: 18/01/2007 - 17:11:06    Assunto: Responder com citação

o segredo está em ouvir o som do...

instante?, do presságio advindo dos temores que ansiamos?, da natureza indiferente, descalça e nua perante um povo faminto e sem entusiasmo? o que nos falta não seria o pensamento, em lugar do tempo de pensar? o que nos cala não seria a fraqueza dos pulmões, frente o rochedo ensimesmado em suas idéias que pulsam sobre nossos ombros?

a amargura do dia a dia? sim, insuportável. feito o momento de inefável perda de nossos receios, de nossas certezas, de nossas personas perdidas em pérfidas e perenes partidas de trens rumo a destinos (i)manifestos. o atropelo dos dias é um apelo aos frios ideais que carregamos, sem um gosto doce a inundar o paladar de nossas idiossincrasias. aos poços de solidão e suas águas turvas, deixemo-los repousar sob o sol das mentiras imprecisas, cavando nossos próprios poços em solos mais sinceros com o ardor de nossas conquistas desejadas.

em nós, refúgios apenas servem-nos para que nos escondamos de nós mesmos, pois dos outros não podemos dar-nos a certeza do estar-se oculto, sendo um mundo próprio entre muros que facilmente se demolem com o sopro da agonia. no início, a partida nos parece sonho; ao final, torna-se passado tão febril e descontente que nos faz perguntar às nossas mentes o porquê de termos dado o primeiro passo, o primeiro ímpeto para a frente.

as alturas têm ar puro, mas uma atmosfera rarefeita, destarte sua condição de seletividade: quem possui pulmões nobres, que se estabeleça! ouçamos nossos passos, sem dúvida. todavia prestemos atenção ao eco que deles advêm: são a tradução do que pisamos, de onde vamos, do que seremos. e a poeira, levantada pela sola de nossos pés descalços será, tão-somente a intriga que a existência, esta matilha de furiosas bestas absurdas em nosso encalço, mostra-se a nós: um gesto de ironia, feito tantas que existem pelos cantos dos passados, presentes e futuros. ah, esta multiplicidade do real! esta autenticidade magistral que nos orienta e nos transforma em andarilhos entre mundos quixotescos!

busquemos o silêncio? talvez. mas apenas para ouvirmos nossas próprias orientações sobre o que dizer quando o vento sussurrar sentidos mentirosos em nossos ouvidos vagos. o sinal de esperança, ao longe, chega assim como um trem desgovernado. este esvaziar-se-á. de seus vagões pessoas perdidas com passos pesados seguirão os silvos e os assomos que porventura chegar-lhes-ão. sensação de vazio?

sim, eis uma grande possibilidade. o sopro de liberdade voltará assim que o segredo for descoberto. o segredo de ouvir o som do contexto de nossos próprios erros ecoando pelos erros alheios deste vasto, tão vasto planeta pobre e impertinente.



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Eustaquio Maia




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Mensagens: 391
Localização: Belo Horizonte

MensagemEnviada: 19/01/2007 - 10:05:41    Assunto: Gritos do Silêncio Responder com citação

O segredo está em ouvir o som do... silêncio?! Então, prestem bastante atenção às palavras que não são ditas e aos sons que não são ouvidos; pois, quando falamos somos muitos; quando em silêncio, somos UM. Muitos se calaram porque já não têm mais o que dizer. Todo o sentido parece estar no mais profundo silêncio; a resposta aos nossos anseios pode estar, não no que existe, mas, em Uma Ausência, no vazio. E este vazio é como um rio seco; todavia, mesmo seco, suas margens sem água ainda dão notícia de seu curso. É como um caminho que outrora foi percorrido por alguém que, no entanto, deixou suas pegadas. Devemos seguir essas pegadas? Bem, a decisão é de cada um. Contudo, façamo-lo enquanto ainda é tempo pois essas pegadas se perderão na poeira dos séculos. Não deixemos que essa oportunidade passe por nossas vidas como barcos numa noite escura, sem deixar rastros. Não conseguem perceber os gritos do silêncio?! Pois eu lhes digo que o silêncio de algumas consciências quando passa a ser ouvido, não é silêncio, é estampido! Um dia, ao acordar, vocês perceberão, estupefactos, que apenas o silêncio sobreviveu.


The Sounds of Silence
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"In a time of universal deceit, telling the truth is a revolutionary act." George Orwell

Eustáquio Maia


Editado pela última vez por Eustaquio Maia em 19/01/2007 - 10:20:09; num total de 1 vez
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