Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram



Alberto Lins Caldas

 
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Fabrício de Lima




: 37
Joined: 28 Sep 2009
Posts: 37

PostPosted: 16/02/2010 - 18:27:16    Post subject: Alberto Lins Caldas Reply with quote

FIM DE ANO - a babaquice, a ignorância, o entorpecimento adoram "fogos de artifício", babam de satisfação, gozam nas explosões, pulam feito sapos no inverno quando reconhecem formas fugazes naquilo ali em cima: qualquer forma os excita e alegra. nenhum deles nunca se conteve diante de uma festinha ruidosa, só pode conceber uma festa como algo ruidoso, onde não se consegue ouvir ninguém e todos gritam numa sanha de cios em fogo, em plena esperança de reprodução, no batuque ensandecido dos que não conseguem aplacar o comichão dos rituais esperados. e o fim de ano é a convergência dessas formigas insatisfeitas em imensos cardumes ruidosos como se orgias metafísicas explodissem em suas carnes moles. quanto mais toneladas de pólvora explodem mais as antas vibram, urram, latem e se espojam na lama insatisfeita e na esperança sempre regrada. e "rompem o anus" com todas as satisfações dos duplos sentidos jamais satisfeitos com plenitude.
alberto lins caldas

NOSSO-HINO - e o nosso-hino não cessa.
Alberto Lins Caldas

DEUS - toda desgraça, toda miséria, todo acidente, toda injustiça é usado para elogiar deus, para ressaltar as “forças armadas”, as “forças de segurança” e a “pátria”.
Alberto Lins Caldas

VARGAS - comemoram hoje o suicídio daquele imbecil, daquela coisa estúpida, minúscula, asquerosa e gorda que chamam de vargas. só mesmo uma mídia vendida, babaca e superficial; um povo burlesco (que, aproveitando a palavra, se burla e burla para sobreviver: por isso grotesco); políticos venais; historiadores, sociólogos e antropólogos, politicólogos sem caráter e sem profundidade, lacaios de todos os minúsculos poderes; só mesmo numa coisinha como este brasil para comemorar, para recordar, para “sentir saudade”, para elogiar um ditadorzinho anódino de uma republiqueta sem vergonha. mas é comum por essas paragens verde-amarelas a louvação dos jegues (vivem para louvar e salvaguardar os jegues): todos os ditadores são lembrados como “presidentes da república”, “pai dos pobres”, “político de respeito”: é odioso!
Alberto Lins Caldas

EXÉRCITO - o "exército brasileiro" continua da mesma maneira, perigoso como sempre, periculoso e violento, insidioso e reacionário. nessa última crise (caso herzog, ministro da defesa, etc) tudo isso apareceu com nova claridade, ou fez rememorar. é uma ameaça contante, uma espada sobre a cabeça, sempre uma possibilidade, um horizonte de dissolução das liberdades individuais democráticas e das poucas conquistas sociais. pensam todos que esse perigo se educou, que aprendeu seu lugar numa sociedade democrática, mas isso é um engano sem medida. o "exército brasileiro" é o mesmo de sempre.
Alberto Lins Caldas

CLASSES - as "classes exploradas" criaram uma "cultura" impotente, ridícula, festeira, própria do "lixo industrial" de quem não resiste porque não sabe ao que resister; as "classes exploradoras" criaram uma "cultura" capacho (aos modelos europeus e estadunidenses e, principalmente, às oligarquias internas), frouxa, gosmenta, palavrosa, incapaz de superar sua im-posição de classe, sua visceral cumplicidade.
Alberto Lins Caldas

POVO BRASILEIRO - o "povo brasileiro" é lixo europeu, lixo do escravismo, lixo industrial, lixo mercantil; lixo de todos os "modos de produção", de todas as relações perversas; lixo de todos os governos, de todas as ditaduras, de todos os "sistemas políticos", de todas as políticas e economias; lixo da covardia, do capachismo, da acomodação, das negociações de sobrevivência; lixos do silêncio e do silenciamento; lixo das mídias, lixo dos racismos, lixo de todas as doenças e relações monstruosas com as mais variadas formas de torturadores, senhores e patrões. é um povo que "cria cultura" como resultados de todos esses lixos: por isso serve perfeitamente para turistas, autoridades, mídias e pesquisadores. é uma "cultura" alegre, festeira, carnavalesca, religiosa, musical e risonha que teatraliza seus capachismos e negociações, suas curvaturas de espinha e suas admirações teratológicas como se fossem belas e não índices de uma loucura nazista escondida e perigosa.
Alberto Lins Caldas

ESTADUSZUNIDOS - outro país ridículo (e perverso, e estúpido, e bosta de marinheiro) é os estaduszunidos (que os babacas chamam de AMÉRICA): esse consegue bater todos os limites: é o império absoluto da classe média com todos os seus vícios, deformações, racismos, violências levados as últimas instâncias. mais é impossível. como admirar, imitar, se curvar até a penetração a uma coisa dessas, a um povo sádico, estúpido, ignorante, fanático; a uma cultura de cachorro quente, a uma língua de traficantes, de mercadores e punheteiros, que gerou apesar dela uns poucos poetas e prosadores que valem a pena, principalmente traduzidos, isto é, libertados da camisa de forças da sua linguinha. somente um povo de escravos eternos, os brasileiros, para aceitar um tal senhor, uma coisinha dessas.
Alberto Lins Caldas
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Eustaquio Maia




: 74
Joined: 12 May 2005
Posts: 391
Location: Belo Horizonte

PostPosted: 16/02/2010 - 20:58:37    Post subject: Esperança Reply with quote

Muitos desafios ainda nos esperam, mas sempre há alguma esperança.

Hino do Esperanto - com tradução em inglês

Hino do Esperanto - com letra em esperanto


Viva o Esperanto!

---

Tradução para o português:

A ESPERANÇA


Ao mundo chegou um novo sentimento

Através do mundo corre um forte apelo;

Nas asas de um vento propício

Voe ele agora de um lugar a outro.

Não é ao gládio sedento de sangue

Que ele arrasta a família humana:

Ao mundo eternamente em guerra

Ele promete sagrada harmonia.


Sob o sagrado signo da esperança

Agrupam-se pacíficos guerreiros

E rapidamente o negócio cresce

Pelo trabalho daqueles que esperam.


Fortemente erguem-se muros milenares

Entre os povos divididos;

Mas as obstinadas barreiras ruirão,

Arrasadas pelo sagrado amor.


Sobre um fundamento lingüístico neutro,

Compreendendo-se uns aos outros,

Os povos farão em consenso

Um grande círculo familiar.


Nosso diligente grupo de colegas

Num trabalho pacífico não se cansarão,

Até que o belo sonho da humanidade

Para uma eterna bênção se torne efetivo.
_________________
"In a time of universal deceit, telling the truth is a revolutionary act." George Orwell

Eustáquio Maia


Last edited by Eustaquio Maia on 16/02/2010 - 21:11:35; edited 1 time in total
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