t. h. abrahao
Fundador PN

: 41 Joined: 22 Jan 2005 Posts: 574 Location: são josé do rio preto - sp
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:smt076
Não
Não vou impor
Os meus humores negros,
Já não quero falar,
E com quem falaria?
São
As guelras da rima,
Aflando sem sossego
Em gente como nós,
Na areia da poesia.
O sonho é dano,
A fantasia inútil,
É preciso
Arrastar
As cortinas do tédio.
Mas corre
Que a vida
Tome um perfil inédito,
E revele
A grandeza
Através do que é fútil.
Nós dois
Contra o lirismo,
Bioneta calada,
Buscamos
A nudez
Da palavra precisa.
A poesia,
Porém,
É um não-sei-que-diga,
Largada por aí
Sem ligar para nada. |
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