Jefferson dos Santos
: 39 Joined: 26 Oct 2005 Posts: 22 Location: Campos do Jordão
|
|
Grandes aforismos sem telos
Ao passar pelo murro dos cruéis, senti que meu sangue se esvai dava, podia ver o quanto estava longe de ver meu sentido único/ultimo. As ironias são cada vez mais introvertidas. Paro para pensar sobre o que posso ser, até onde posso chegar, minhas pretensões, coisa de louco. Meu martírio e saber que cada vez mais estou saindo de mim para o encontro com o outro.
Posso sentir a vida que flui a minha volta, vejo as pessoas caminhando, ouço as pessoas conversando, por vezes, converso também, mas o vazio persiste em existir a cada momento em que respiro. Apesar de tudo, a momentos de alegria, momentos de sorrisos e sinceridade, mas o vazio continua.
Posso, sou eu, dizer todas as verdades do mundo, mas enquanto houver a imaginação, a crença na esperança, a vida após a morte, nunca acontecera nada, não tenho espectadores, meu publico ainda não se mostrou, não vejo a realidade de livre expressão. Cada momento é um a mais para sentir a vida caminhando só.
Deixe-me dizer o que vim para fazer, me deixe tocar o ouro prometido, me deixe falar o que ainda não foi dito, um dia tenho que explodir; tenho que buscar o que sou, ou me tornar o que quero ser.Não tenho a pretensão de dizer a ninguém o que fazer, mas não me deixe de lado como se eu e nada compartilhassem a mesma essência.
Sim, posso sentir agora o quanto busco as palavras, enquanto isto elas parecem fugir do meu alcance, correndo para me fazer lembrar que nunca vou conquistá-las por inteiro, sabendo que este não é meu dom e não tenho direito. Elas são livres, limitadas, e assumem o caráter que quiserem na boca de seus transmissores.
Afinal, o que quero dizer com tudo isto, onde quero chegar com tantos pensamentos, com tantas reflexões sobre o sentido intimo das coisas. Isto me parece à ânsia do meu espírito, a ganância da minha existência, veja como o meu pensamento flui sem que eu possa controlá-lo. A liberdade me condiciona a ser não-livre. Esta busca em torno do ser leva a morte dos sentidos. Devemos ser livres até o dia amanhecer e torcer pela vitória da luz sobre a escuridão, que traz consigo o calor e a clareza da visão.
Aha..... Poços de lagrimas inundam a terra prometida, o fragmento do sonho já não convence ninguém que a vida é linda. Corrosivo de emoções espalhados por todo o destino. As emoções se tornam uma droga bem vendida, onde gritar, chorar, rir e voar nos leva para fora do problema. Encarar é nosso objetivo, não ilustrar meias verdades, sentir o ser brotar a flor da pele e deixar que haja por si só. Uma vida a menos no mundo não fará diferença, olha quanta gente a nossa volta, quem sentirá nossa falta, quem morrerá por nós, até quando seremos importantes, somos todos descartáveis.
Qual preocupação rege nossa vida? Que pretensões temos para o amanhã, enquanto o tempo passa e a garantia de sua volta é impossível. Clareie sua mente, diga a você mesmo se na consegue fazer isto a outro. Para onde o seu dia morre. Diga, diga, diga, diga...
Apesar de saber que tudo será como antes, que espero meu surto de força instantâneo a qualquer momento, continuo à me suicidar cada vez mais. O barulho é ensurdecedor, já não posso mais sentir! _________________ O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que não se pode falar tem de ficar no silêncio. |
|