Jefferson dos Santos
Idade: 39 Registrado: 26/10/05 Mensagens: 22 Localiza莽茫o: Campos do Jord茫o
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Esta 茅 uma tradu莽茫o do resumo das Reflex玫es Pirr么nicas sobre conhecimento e justifica莽茫o de Robert Fogelin. Espero que seja proveitoso de alguma forma...
Reflex玫es Pirr么nicas sobre Conhecimento e Justifica莽茫o (RP) 茅 uma investiga莽茫o sobre o trabalho contempor芒neo em teoria do conhecimento, escrito do que eu chamo ponto de vista neopirr么nico. Este trabalho 茅 pirr么nico porque ecoa de muitas formas as Hipotiposes Pirr么nicas de Sexto Emp铆rico. Eu chamo este ponto de vista de neopirr么nico porque tenho tentado atualizar os m茅todos de Sexto Emp铆rico para torn谩-los mais aplic谩veis aos debates contempor芒neos. A quest茫o fundamental das RP 茅 esta: Como os praticantes contempor芒neos da epistemologia se sairiam se um pirr么nico fosse inclu铆do como parte da discuss茫o? A conclus茫o que cheguei: De forma alguma 茅 boa.
A conveni锚ncia de chamar estas reflex玫es de pirr么nicas depende da corre莽茫o de uma leitura particular das Hipotiposes Pirr么nicas. Pirr么nicos s茫o frequentemente retratados como apelando para suspens茫o de todas as cren莽as de qualquer natureza. Hume atribuiu tal vis茫o a eles, assim como fazem eruditos contempor芒neos, tais como Jonathan Barnes e Miles Burnyeat. Esta leitura 茅 frequentemente apresentada como um prel煤dio para recusar o pirronismo sobre o fundamento que, se levado seriamente, faria a vida impratic谩vel 鈥 esta linha 茅 levada explicitamente por Hume e Burnyeat. Uma leitura alternativa 茅 que o pirronismo n茫o apela para a suspens茫o das cren莽as em todas as 谩reas, mas ataca somente filosofias dogm谩ticas e outras atividades te贸ricas an谩logas 脿 filosofia dogm谩tica 鈥 onde uma tentativa for feita para transcender nosso modo costumeiro de fixar cren莽as a fim de encontrar algo superior. Eles simplesmente pegam os dogm谩ticos nas suas pr贸prias palavras e mostram que, por seus pr贸prios crit茅rios, seus projetos fracassados.
O apelo para suspens茫o da cren莽a tem a filosofia dogm谩tica como seu alvo prim谩rio, atividades te贸ricas an谩logas 脿 filosofia dogm谩tica como seu alvo secund谩rio, mas n茫o estava preocupado com as cren莽as comuns alcan莽adas de modo costumeiro. Esta leitura tem, parece-me, sido apoiada de modo decisivo no meio acad锚mico por Michael Frede. Esta 茅 a leitura que tenho em mente quando chamo minha pr贸pria posi莽茫o de neopirr么nica.
Pirronismo tradicional tamb茅m tem uma dimens茫o pr谩tica 鈥 de fato, esta dimens茫o pr谩tica parece ter sido sua motiva莽茫o prim谩ria: a suspens茫o da cren莽a sobre t贸picos filos贸ficos deveria trazer felicidade ou paz da mente (ataraxia) em (sequencia) seu s茅quito. Meu neopirronismo n茫o inclui esta dimens茫o pr谩tica embora eu n茫o seja antip谩tico com ela. (Relembrando a observa莽茫o de Wittgenstein nas 鈥淚nvestiga莽玫es Filos贸ficas鈥 que 鈥淎 verdadeira descoberta 茅 a que me torna capaz de parar de fazer filosofia quando eu quero 鈥 O que d谩 a filosofia paz鈥 ). Desnecess谩rio dizer que estes pontos hist贸ricos n茫o tem rela莽茫o com as corre莽玫es das an谩lises que eu apresentei nas RP. Eu posso estar certo em minha leitura de Sexto, mas, juntamente com ele, estar errado em minhas afirma莽玫es. Eu posso estar errado em minha leitura de Sexto, mas, assim como no caso Gettier, estar certo no que eu me comprometo a afirmar.
RP divide-se em duas partes: Parte 1 茅 intitulada 鈥淕ettier e o Problema do Conhecimento鈥. Ela diz respeito ao problema de Gettier, mas n茫o tenta oferecer uma solu莽茫o 鈥 ao menos n茫o no sentido no qual os fil贸sofos tem tipicamente sussurrado uma resposta. Sua tarefa 茅 descrever como n贸s usamos termos de avalia莽茫o epist锚mica atualmente. A luz desta descri莽茫o 茅 feito um esfor莽o para mostrar a estrutura fundamental dos problemas de Gettier em todas as suas varia莽玫es. Uma vez que esta estrutura subjacente 茅 revelada, torna-se poss铆vel esclarecer porque as respostas aos problemas de Gettier tomaram as formas que elas t锚m. Finalmente, dado um entendimento peculiar dos problemas de Gettier, 茅 poss铆vel apresentar porque, sobre seus pr贸prios crit茅rios, todas as tentativas para resolver os problemas de Gettier falharam.
As an谩lises da afirma莽茫o do conhecimento 鈥 ou melhor, a descri莽茫o de o que a pessoa est谩 avaliando quando eles afirmam que algu茅m sabe alguma coisa 鈥 toma a seguinte forma:
鈥淪 sabe que p鈥 significa 鈥淪 cr锚 justificadamente em p sobre as raz玫es que estabelecem a verdade de p鈥.
Igualmente, eu poderia ter colocado da seguinte forma:
鈥淪 sabe que p鈥 茅 usado para avaliar que S cr锚 justificadamente em p sobre as raz玫es que estabelecem a verdade de p.
Aqui n茫o posso entrar em todos os diferentes aspectos do conhecimento 鈥 perguntando se, por exemplo, conhecimento sempre implica cren莽as 鈥 mas 茅 importante ver que esta formula莽茫o cont锚m dois componentes avaliativos: o primeiro refere-se 脿 responsabilidade epist锚mica de S. Esta 茅 uma cl谩usula que aparece comumente nas an谩lises de avalia莽茫o de conhecimento, onde 茅 mantido que a pessoa pode crer justificadamente em algo mesmo quando o que esta pessoa acredita 茅 falso. A segunda cl谩usula 茅 completamente diferente. Ele avalia a for莽a dos fundamentos que a pessoa usa, perguntando se eles s茫o suficientes para estabelecer a verdade do que a pessoa cr锚. Na atribui莽茫o de conhecimento a outros, n贸s mesmos estamos envolvidos num ato de avalia莽茫o epist锚mica.
A segunda ideia chave introduzida no capitulo 1 茅 a de n铆veis de escrut铆nio. Na verdade afirmo que nossos procedimentos de justifica莽茫o habitual t锚m mecanismos internos que elevam o n铆vel de escrut铆nio, quando nossos procedimentos rotineiros s茫o suscet铆veis de levar-nos a formar cren莽as falsas ou infundadas. Isto se torna complicado no detalhe, mas para citar um simples exemplo, n贸s podemos identificar, usualmente, um simples guarda de museu apenas por olhar, mas numa exibi莽茫o feita pelo escultor realista Duane Hansen, n贸s fazemos bem em dar uma boa olhada antes de nos comprometermos.
A an谩lise do conhecimento, tomada em conjunto com a no莽茫o de modifica莽茫o dos n铆veis de escrut铆nio, fornecem uma explica莽茫o da estrutura subjacente de todas as varia莽玫es do problema de Gettier. Em cada vers茫o algu茅m, S, justificaria cren莽as em alguma coisa no sentido de que ele n茫o 茅 irrespons谩vel em manter esta cren莽a. A cren莽a, como se v锚, tamb茅m 茅 verdade. Mesmo assim, esta pessoa n茫o pode dizer claramente saber que 茅 verdade. Minha sugest茫o 茅 que em cada vers茫o do problema de Gettier n贸s 鈥 que estamos tentando se S sabe ou n茫o 鈥 estamos a par de informa莽玫es que S, n茫o por culpa pr贸pria, n茫o est谩 a par. Isso nos leva a aumentar o n铆vel de escrut铆nio e, em virtude disto, declara que os fundamentos de S n茫o s茫o adequados para estabelecer a verdade da cren莽a que ele baseia sobre ela. Para citar um famoso exemplo que conhecemos, assim como S, a partir de sua perspectiva n茫o pode ser digno, ao menos razoavelmente, de saber que o tratador pintou um grande n煤mero de mulas para parecerem zebras e colocou-as junto com as zebras em respectivo compartilhamento. S aponta num animal que passa e, por acaso, 茅 uma zebra, e fala para seu filho que aquilo 茅 uma zebra. N贸s, como espectadores deste pequeno drama epist锚mico, reconhecemos que o que S disse 茅 verdade 鈥 talvez n贸s tiv茅ssemos examinado o animal com um bin贸culo potente. N贸s, al茅m disso, reconhecemos que S tem agido de uma forma epistemicamente respons谩vel. Mas, dada nossa informa莽茫o adicional, n茫o reconhecemos que seu fundamento est谩 adequado para estabelecer a verdade da afirma莽茫o sobre se o objeto apontado 茅 uma zebra ou n茫o. Minha afirma莽茫o, ent茫o, 茅 que os problemas de Gettier surgem quando a cl谩usula da responsabilidade epist锚mica e o fundamento adequado n茫o coincidem. Caracteristicamente, isto acontece quando n贸s estamos a par de informa莽玫es que provocam um alto n铆vel de escrut铆nio que S, dado sua informa莽茫o, seria razo谩vel esperar atingir.
Se os problemas de Gettier surgem porque, dentro da press茫o de diferentes n铆veis de escrut铆nio, o crit茅rio de responsabilidade epist锚mica e o crit茅rio de fundamento adequado se partem, n贸s podemos entender, ent茫o, a for莽a motora por tr谩s da tentativa padr茫o de 鈥渄issolver鈥 os problemas de Gettier: ainda que n茫o, de forma expl铆cita, olhemos assim, a tarefa 茅 encontrar alguma forma de manter estes dois crit茅rios alinhados. Por exemplo, a assim chamada an谩lise da quarta cl谩usula pode ser entendida como uma tentativa de situar S em uma situa莽茫o que protege o de problemas gerados por n铆veis de escrut铆nio muito altos. A dificuldade, como o fluxo quase intermin谩vel de contraexemplos e revis玫es tem mostrado, 茅 que a prote莽茫o constante apresenta ser porosa. Outra dificuldade est谩 em n茫o reconhecer que os aspectos do fundamento-avalia莽茫o das afirma莽玫es epist锚micas, estas tentativas de oferecer uma an谩lise de afirma莽玫es epist锚micas ao longo de linhas reducionistas comete algo muito parecido com a fal谩cia naturalista . 脡 claro, n茫o 茅 justo dizer que todas as tentativas de dissolver o problema de Gettier t锚m falhado, tem que se apresentar no detalhe. Num esfor莽o para fazer isto, o cap铆tulo 2 examina as chamadas an谩lise da quarta cl谩usula; o cap铆tulo 3 examina an谩lises externalistas; e o cap铆tulo 4 examina teorias que empregam cl谩usulas subjuntivas 鈥 algumas incluem passeios dentro da sem芒ntica dos mundos-poss铆veis. Entender porque todas estas tentativas falham cria a probabilidade que o problema de Gettier poderia ainda admitir uma solu莽茫o do tipo que os epistemologistas t锚m procurado parece altamente improv谩vel.
O cap铆tulo 5 resume as coisas e providencia a transi莽茫o para a parte II. Mais 鈥 embora talvez n茫o o bastante 鈥 茅 dito sobre os n铆veis de escrut铆nio. Normalmente, n铆veis de escrut铆nio altos s茫o provocados por problemas espec铆ficos que aparecem no processo de empregar um procedimento justificat贸rio. Aprender como usar um procedimento justificat贸rio envolve aprender quando ser cuidadoso e quando n茫o desperdi莽ar nosso tempo sendo t茫o cuidadoso. A nova ideia do cap铆tulo 5 茅 que n铆veis de escrut铆nio altos podem, algumas vezes, ser provocados por reflex玫es isoladas. Isto pode acontecer quando a pessoa filosofa 鈥 e quanto mais seriamente eles filosofam, mais o n铆vel de escrut铆nio tende a aumentar at茅 chegar, assim como em Descartes, num n铆vel de escrut铆nio essencialmente irrestrito. Eu mantenho, de fato, que 鈥渁 teoria do conhecimento, em sua forma tradicional, t锚m sido uma tentativa de encontrar formas de estabelecer pretens玫es ao conhecimento de uma perspectiva onde o n铆vel de escrut铆nio tem sido elevado por reflex玫es isoladas鈥 (99).
Parte II das RP 茅 chamada 鈥淎gripa e o problema da justifica莽茫o鈥. Honestamente, 茅 mais pirr么nico que a primeira parte da RP. Inicia por notar que muitos epistem贸logos do s茅culo XX frequentemente levantam o problema da justifica莽茫o emp铆rica sob tr锚s exig锚ncias que (i) sua posi莽茫o n茫o pode envolver um regresso ao infinito vicioso; (ii) sua teoria n茫o pode envolver circularidade numa forma de peti莽茫o de princ铆pio; (iii) sua teoria n茫o pode repousar sobre qualquer suposi莽玫es arbitr谩rias. Regresso ao infinito, circularidade, e suposi莽茫o arbitr谩ria s茫o, de fato, tr锚s dos cinco modos que levam a suspens茫o do ju铆zo atribu铆dos 脿 Agripa por Sexto Emp铆rico nas 鈥淗ipotiposes Pirr么nicas鈥. Assim, muitos epistem贸logos do s茅culo XX sugerem ter o problema de Agripa (como eu o chamo) na cabe莽a, ainda que 鈥 como normalmente 茅 caso 鈥 eles n茫o deem indica莽茫o de ter ouvido sobre Agripa e seus modos.
脡 importante entender a situa莽茫o dial茅tica. Agripa, ele mesmo, n茫o imp玫e estas exig锚ncias para os outros. Ele entende, no entanto, que seus oponentes dogm谩ticos os aceitam. Ent茫o, ele simplesmente os mant茅m como seus padr玫es (crit茅rios). A situa莽茫o 茅 a mesma com nossos epistem贸logos contempor芒neos. A tarefa de dissolver o problema de Agripa n茫o 茅 algo imposto a eles por outras pessoas 鈥 茅 um desafio que eles aceitam implicitamente. A quest茫o 茅 se, no fim das contas, eles refutam.
Falando francamente, existem tr锚s estrat茅gias dispon铆veis para lidar com o problema de Agripa: (i) Encontrar alguma forma de apelar para proposi莽玫es b谩sicas ou cren莽as b谩sicas que n茫o est茫o sujeitas 脿 acusa莽茫o que envolve uma suposi莽茫o arbitr谩ria. Isto 茅 a forma do fundacionismo. (ii) Encontrar alguma forma circularidade abrangente que evite a acusa莽茫o de ser uma peti莽茫o de princ铆pio. Isto 茅 a forma antifundacionista ou coerentista. (iii) A mistura dos dois primeiros em v谩rias propor莽玫es. (buscar uma forma aceit谩vel de regresso ao infinito n茫o tem representado uma forma atrativa, exceto, talvez, por Paul Grice, mas eu n茫o discuto esta op莽茫o em RP).
Do cap铆tulo 7 at茅 o cap铆tulo 9 examino, em ordem, fundacionismo de Chisholm, o coerentismo interno de BonJour e o coerentismo externalista de Davidson. Eu escolhi estas tr锚s posi莽玫es porque eles parecem-me como sendo representantes doas melhores relatos que o justificacionismo emp铆rico oferece. A conclus茫o negativa que eu obtenho 茅 que nenhuma destas teorias faz um progresso razo谩vel em encontrar o objetivo que cada posi莽茫o em rela莽茫o a si mesmo.
Como um neopirr么nico, as cr铆ticas que eu apresento s茫o sempre internas 脿 posi莽茫o particular sobre verifica莽茫o. Em lugar algum eu argumentei que, em princ铆pio, uma teoria da justifica莽茫o emp铆rica 茅 imposs铆vel. Mas mesmo se eu n茫o ofere莽o um argumento geral intencional para apresentar que uma teoria da justifica莽茫o emp铆rica n茫o 茅 imposs铆vel, eu aponto que certos erros s茫o, de fato, caracter铆sticas persistentes de teorias nesta 谩rea. Aqui eu mencionarei somente quatro. A primeira 茅 esta: embora uma teoria da justifica莽茫o emp铆rica seja suposi莽茫o para sustentar adequadamente uma vasta gama de nossos julgamentos emp铆ricos, fil贸sofos engajados neste projeto raramente nos d茫o uma indica莽茫o expl铆cita do julgamento emp铆rico que eles prop玫em sustentar. Esta 茅 uma omiss茫o s茅ria, pois se a gama de cren莽as 茅 muito pequena, ent茫o, a teoria, longe de ser uma resposta para o ceticismo, pode chegar perto de ser um equivalente funcional do mesmo. Segundo, estas teorias raramente v茫o al茅m de fazer alega莽玫es de possibilidade. A suposi莽茫o de fundo 茅 que conhecimento dentro de n铆veis irrestritos de escrut铆nio 茅 poss铆vel, ent茫o, se algu茅m possui a 煤nica teoria poss铆vel, ent茫o a teoria deve estar correta. Isto, 茅 claro, 茅 claramente peti莽茫o de princ铆pio com respeito ao ceticismo. Terceiro, estas teorias se beneficiam mais de seu aparente vigor dial茅tico, isto 茅, atrav茅s da indica莽茫o da fraqueza das outras teorias. Novamente, se isto 茅 usado como evid锚ncia que uma teoria pr贸pria est谩 correta, ent茫o 茅 uma peti莽茫o de princ铆pio. Se n茫o, ent茫o 茅 meramente serve aos prop贸sitos c茅ticos. A quarta 茅 um argumento exemplar que ocorre repetidamente nos escritos contempor芒neos sobre justifica莽茫o emp铆rica. Ela toma a seguinte forma: 鈥淓u, admitidamente como fundacionista (ou n茫o fundacionista) n茫o posso lidar com uma obje莽茫o particular, mas, ent茫o, nem pode o n茫o fundacionista (ou fundacionista) lidar com ela鈥. Os par锚nteses indicam que o jogo pode ser jogado em ambas as dire莽玫es. O que 茅 mais not谩vel sobre este estratagema 茅 que aqueles que usam parecem n茫o reconhecer que ele representa uma rendi莽茫o completa a posi莽茫o c茅tica que eles est茫o tentando refutar.
Pondo de lado estas reflex玫es gerais, do cap铆tulo 7 ao 9 apresento examina莽玫es detalhadas de tr锚s tentativas exemplares para fornecer uma justifica莽茫o para uma gama ampla de julgamentos emp铆ricos adequadamente. Meu julgamento final 茅 que eles falham em faz锚-lo. Se perguntar se 鈥渆u鈥 penso que eu estou justificado nos julgamentos emp铆ricos que eu fa莽o, ent茫o, como um pirr么nico, eu n茫o tenho receio em dizer que eu estou justificado em um grande n煤mero de minhas cren莽as, algumas delas a respeito de coisas muito importantes 鈥 por exemplo, a localiza莽茫o da sa铆da de inc锚ndio. Mas se ainda me perguntar se estou justificado tamb茅m dentro das condi莽玫es de n铆veis altamente irrestritos de escrut铆nio, ent茫o eu reconhecerei que, dentro destas condi莽玫es, eu estou justificado em muito pouco de minhas cren莽as. 脡 claro, como um pirr么nico, eu n茫o estou comprometido em tornar este n铆vel de escrut铆nio mais privilegiado, nem tampouco, como um pirr么nico, posso pensar em alguma boa raz茫o para fazer isso.
[align=justify] _________________ O que se pode dizer pode ser dito claramente; e aquilo de que n茫o se pode falar tem de ficar no sil锚ncio. |
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