A individualidade do homem tem t茫o pouco valor que nada perde com a morte; h谩 alguma import芒ncia nos caracter铆sticos gerais da humanidade, que s茫o indestrut铆veis.
Se concedessem ao homem uma vida eterna, sentiria tanta repugn芒ncia por ela que acabaria desejando a morte, farto da imutabilidade de seu car谩ter e de seu ilimitado entendimento.
Se exig铆ssemos a imortalidade perpetuar铆amos um 锚rro porque a individualidade n茫o deveria existir, e o verdadeiro fim da vida 茅 livrar-nos dela.
Se n茫o houvesse penas e trabalhos, acabaria o homem por enfastiar-se, e voltaria a sofrer as d么res do mundo em tudo o que se encontrasse ao seu alcance.
Num mundo melhor o homem n茫o se sentiria feliz, o essencial seria fazer com que 锚le seja o que n茫o 茅, isto 茅, transform谩-lo completamente.
A morte realiza a principal condi莽茫o; deixar de ser o que 茅; tendo isto em conta, concebe-se-lhe a necessidade moral. Ser colocado noutro mundo, e mudar inteiramente de ser, 茅 no fundo uma s贸 e mesma coisa.
Seria conveniente que a morte, que destruiu uma consci锚ncia individual, a reanimasse de novo dando-lhe uma vida eterna?
Qual o conte煤do, quase invari谩vel desta consci锚ncia? Uma torrente de id茅ias e preocupa莽玫es mesquinhas, acanhadas, terrenas. Melhor seria deix谩-la repousar eternamente.
Schopenhauer
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Fl谩via Dellamura
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A.D.C