Poemas
por M谩rio de S谩-Carneiro
脕lcool
Que droga foi a que me inoculei?
脫pio de inferno em vez de paraiso?...
Que sortil茅gio a mim pr贸prio lancei?
Como 茅 que em dor genial eu me eternizo?
Nem 贸pio nem morfina. O que me ardeu,
Foi 谩lcool mais raro e penetrante:
E s贸 de mim que ando delirante 鈥
Manh茫 t茫o forte que me anoiteceu.
Quase
Um pouco mais de sol 鈥 eu era brasa.
Um pouco mais de azul 鈥 eu era al茅m.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa...
Se ao menos eu permanecesse aqu茅m...
(...)
Num 铆mpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possu铆...
Hoje, de mim, s贸 resta o desencanto
Das coisas que beijei mas n茫o vivi...
Sete can莽玫es de decl铆nio
Meu alvoro莽o de oiro e lua
Tinha por fim que transbordar...
鈥 Caiu-me a Alma ao meio da rua,
E n茫o a posso ir apanhar!
Caranquejola
Ah, que me metam entre cobertores,
E n茫o me fa莽am mais nada!...
Que a porta do meu quarto fique para sempre fechada,
Que n茫o se abra mesmo para ti se tu l谩 fores!