Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram


 
Seção Poemas
 

ausência

Estão mortas as crenças
O carrasco foi a razão
Estão mortos os sonhos
O veneno foi solidão

Desfeitas as ilusões
A golpes de integridade
Desfeitas as esperanças
A golpes de sobriedade

No coração uma pedra
Por amar a verdade
Nos olhos a mágoa
Por sua frialdade

Na boca o amargor
De viver sem sentido
No peito o vazio
De viver sem sentir

Nas costas o fardo
De toda a inteligência
Na face a vergonha
De toda a demência

Na vida somente o peso
De uma constante ausência
Na morte somente o fim
Desta vã resistência

André Díspore Cancian
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[última atualização: 15/11/2015]
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