Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram


 
Seção Poemas
 

miopia

 

Viver é sonhar do acaso a glória
Infecção que se põe a delirar
Sombra de uma sombra a se devorar
Numa batalha em que não há vitória

Somos essa esperança aleatória
Passos que desdenham o caminhar
O negro quando se põe a cantar
O ainda mais negro da memória

Por fora esse silêncio falado
Animal de si mesmo exilado
Teatro sem por detrás um sujeito

Por dentro essa meia paz de anemia
E um impostor que nos bate ao peito
Fazendo da razão a miopia

André Díspore Cancian
2010
 
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[última atualização: 15/11/2015]
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