Paraíso Niilista – O Vazio e o Nada se encontram


 
Seção Reflexões
 

sobre a veracidade do conhecimento

Nossa visão de mundo é apenas mental, constitui-se de idéias e noções abstratas. Usamos os dados fornecidos pela civilização e pela experiência para construir nossa representação da realidade. Nosso conhecimento é como um corpo de idéias coerentes entre si, e desenvolve-se de modo orgânico – crescendo, entrelaçando-se, sendo lapidado ao longo do tempo. Nossa visão de mundo, portanto, não pode ser mais do que um afloramento, um desenvolvimento das premissas que usamos para ancorá-la. Diga-se de passagem, é por isso que aquele que questiona a veracidade das premissas fundamentais de toda a sua visão de mundo sente um enorme peso sobre suas costas. Assim, devido ao modo caótico como os dados chegam a nós, o conhecimento abstrato tem seus perigos – se a premissa que usamos para julgar os fatos for falsa, isso faz ruir todo o edifício do nosso conhecimento. E, afinal, quem garante a veracidade dos alicerces, das premissas? Ninguém. Nosso conhecimento não passa de uma suposição. Entretanto, se quisermos pelo menos tentar estar próximos da realidade, devemos sempre escolher premissas que se ancorem em fatos que podem ser verificados, para que possamos ver se nossas noções possuem alguma correspondência na realidade. Isso é o fundamento de toda idéia que se pretende científica. No fundo, isso também não garante coisa alguma, mas, sendo humanos, é o melhor que podemos fazer.
André Díspore Cancian
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[última atualização: 15/11/2015]
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